quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Alice no país das maracutaias

Este assunto embrulha o estômago até daqueles que se julgam fortes. O sentimento de impotência diante das freqüentes palhaçadas envolvendo nossos políticos causa um tremendo mal-estar e nos deixa a dúvida se realmente há uma luz no fim do túnel.


Infelizmente, num país cujo líder executivo tem a coragem de declarar que a “imprensa faz mal ao país” e que teria vontade de “se suicidar” se levasse em conta as manchetes jornalísticas, somos obrigados a ver essa figura se tornar um santo aos olhos de milhões de brasileiros que se acomodaram com as práticas petistas do pão e circo, como utilizado na Roma antiga para diminuir as chances de revolta do povo contra a situação que lhes afligia.

A evolução brasileira engatinha enquanto outros emergentes já caminham. Nada disso é ao acaso, sabemos que a corrupção produz pobreza, mas mesmo assim, aqui se populariza a cultura dos “espertos”, e ninguém está disposto a perder agora pra ganhar no futuro. Pior, queremos ser ainda mais espertos que os anteriores.

Temos como herança dos tempos de colonização portuguesa uma propensão a cultura de parasitas: tem sempre alguém te “sugando” e isso vai te fazer ter ânsia em “sugar” também. Basta ver quantas vezes você se sentiu lesado em algum estabelecimento, e quando, em outro lugar, veio uma conta com valores menores do que deveriam, e você não falou nada. É errado. E corrupção é fazer aquilo que você sabe que está errado.

Pode parecer clichê, mas se não começarmos por nós mesmos, como poderemos mudar a realidade que nos aflige? E esta aflição não é barata não. Trabalhamos quatro meses do ano para sustentar nosso governo e estamos insatisfeitos com o trabalho que desempenham. Esquecemos, com certa freqüência, que aqueles cidadãos trabalham para nós e que temos o poder de despedi-los, ainda que na prática seja difícil fazê-lo.

Há uma oportunidade de começarmos nosso trabalho de formiguinha nas próximas eleições, e farei a minha parte.

Seria idealista demais querer que tudo seja diferente de uma hora para outra, mas seria comodismo demais aceitar que tudo permaneça na lama e não fazer absolutamente nada. Lutar para que a farra com o dinheiro público não seja impune é uma obrigação. Vamos votar conscientes e apoiar quem, como nós, acredita que ser político não é uma festa, mas sim uma responsabilidade. E vamos cobrá-los com atitudes, para que fiquem cientes que se pisarem na bola, pode ser que não sejam presos, nem julgados, mas o povo não vai deixar que o façam novamente. Quem sabe assim não seja possível excomungar da vida pública os elementos que nos envergonham, e as laranjas do saco comecem a não parecer tão podres.

A sonhada luz no fim do túnel pode até soar como utopia a esta altura, mas encontrar um vaga-lume já parece um bom negócio... na verdade, ótimo... quer dizer, excelente.

 
Daniela Castilho

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Faltou decifrar

Confesso que criei uma expectativa enorme em torno da matéria principal da Superinteressante deste mês e esperava produzir um texto carregado de informações reveladoras. As descobertas sobre Maçonaria são pra mim como um quebra-cabeça e esperava encontrar mais algumas peças para montar meu conhecimento sobre o assunto. Mas não é culpa da revista. A culpa é da Maçonaria.


É sabido que o surgimento da maçonaria aconteceu no fim da Idade Média, quando os mason (aportuquesado se tornou maçon), pedreiros da época, resolveram se unir para passar seu conhecimento somente aos aprendizes selecionados. Com a procura, os lodges (lojas onde era ensinada a profissão) cresceram e surgiu a maçonaria. Ok. Agora, daí até se tornar uma das “seitas” mais procuradas da atualidade, fica faltando informações primordiais para um entendimento, digamos, mais coeso.

A reportagem revela muitos líderes do passado – como George Washington, Benjamin Franklin, Dom Pedro I, Simón Bolívar, etc – e líderes da atualidade – como Hugo Chávez, Silvio Berlusconi, Al Gore, etc – que participam da sociedade secreta, mas que por ser tão secreta, nada podem contar, e isso contribui com o mistério.

Há uma lista de atribuições ao aspirante a membro, que precisa ser aceito por todos os membros da “loja” antes de ingressar na ordem, mas nenhuma delas especifica o “Ser Supremo” ou “entidade” aos quais são devotos, o que deixa dúvidas em relação à religiosidade das práticas.

Diante das inúmeras incertezas que pairam sobre o assunto, uma coisa é certa, as relações sociais decorrentes deste contato entre maçons são extremamente benéficas - para eles mesmos. Como em qualquer grupo com um convívio social recorrente, a descoberta de similaridade nos interesses se torna positiva e facilita a busca da oportunidade. Ainda mais ao tratar-se de um grupo tão seleto de membros influentes, como governantes, grandes empresários, executivos de empresas renomadas, entre outros.

Quais seriam os mandamentos seguidos pelos congregantes? Como a maçonaria se tornou uma religião (ou seita)? Quais pensamentos possuem para o desenvolvimento da sociedade?

O que posso concluir se continuo curiosa para entender como uma “escola de pedreiros” passou a ser lugar onde grandes mentes se encontravam para conspirar sobre revoluções para, por fim, se tornar lobby de políticos e empresários?

Ainda faltam muitas peças neste quebra-cabeça para que comece a fazer sentido pra mim, embora faça sentido para muita gente, já que são mais de seis milhões de maçons no mundo.

Não sei se conhecendo mais eu poderia me interessar em fazer parte de uma organização tão subjetiva que, mesmo fazendo análise de membros antes de aceitá-los, abriga e já abrigou pessoas de caráter duvidoso.
Ou isso tudo talvez seja apenas meu lado feminista reclamando de uma sociedade onde mulheres não são aceitas.

Só sei que continuo insatisfeita com as informações que tenho.

 
Daniela Castilho

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Se me perguntarem novamente...

Estive recentemente em um processo seletivo de emprego – é preciso esclarecer que este recentemente quer dizer há uns três meses atrás – e me deparei com uma situação comum à entrevistas, a necessidade de entregar uma redação. Até aí, tudo bem. O problema era o tema que precisaríamos abordar, nada menos do que a tricky question: Quem sou eu?


Pode ser muito tranquilo para algumas pessoas, mas me encaixo na turma que não tem facilidade alguma em responder tal questão. Considero o ser humano extremamente complexo e imagino que passamos grande parte de nossas vidas tentando descobrir o que nos agrada, nos agride, nos exulta, nos deprime, nos satisfaz ou nos aborrece, e por este motivo, tenho imensa dificuldade em contar, de forma concisa (utilizando apenas quinze linhas) quem eu sou.

Foi um ensaio fadado ao insucesso desde suas primeiras linhas. Recordo que comecei dizendo que não iria responder a questão nas linhas que se seguiriam, mas que tentaria elucidar traços da minha personalidade que pudessem ajudá-los no processo seletivo. Disse que procurava me entender a cada dia, me descobrir, aprender com erros e acertos, e tentar ser recorrente nos acertos. Nada disso era suficiente. Demonstrei minha incapacidade de definir a mim mesma, e foi imperdoável.

Como alguém poderia me pedir tal tarefa? Como eu, que tenho mania de seguir por diversos caminhos para responder até a mais simples das questões, conseguiria responder algo tão vago? Não consegui. E ao ser inconclusa, acabei passando uma imagem duvidosa, incerta, algo que não estavam procurando.

Sem me marginalizar por isso, continuo sem poder esclarecer este mistério chamado eu, mas mesmo assim consigo desenvolver minhas tarefas com agradável interesse, e talvez essa junção de experiências me ajude responder a isso um dia. Ficarei aguardando o momento em que minha mente conseguirá me dizer, em quinze linhas, quem sou eu.

Enquanto isso não acontece, continuo filosofando sobre as milhares de possibilidades que formam essa pessoa que vos fala, até que me falte criatividade para questionar e só reste como alternativa concluir.

Nem preciso dizer que não passei neste processo, né?!

 
Daniela Castilho

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Errar é... humano

Digamos que, se errar é humano, perdoar então seria...humano também! É claro! Não poderia ser diferente, porque nossa natureza complexa é humanóide, e se perdoar fosse divino, isso nos tornaria incapazes de perdoar.

Partiremos então do pressuposto que perdoar seja também humano. Não é tarefa fácil e tampouco gera resultados a curto prazo, mas podemos entender como um processo que exige prática para que se atinja sua plenitude.

Tomemos como exemplo a freqüente ânsia de cuspir diversos xingamentos que vêm à nossa boca com uma facilidade tamanha - que nem sempre encontramos quando o desejo é por palavras construtivas - quando nos deparamos com situação comum do trânsito: uma "fechada". Nessas horas nem é preciso pensar, quando você cai em si, já está com o vidro do carro aberto, vomitando todo seu arsenal de palavras e expressões impróprias no pobre pecador.
E, tão certo como esta pessoa irá descarregar todo este estresse gratuito no próximo que cometer o menor dos deslizes, você também já ouviu isso tudo de alguém . É um ciclo vicioso de péssimos hábitos.

Para que este ciclo tenha um fim, ou pelo menos uma interrupção, é preciso que você faça sua parte. Sei que esta frase soa um tanto piegas, porém não há outra que retrate tão bem a situação. Se não engolir os xingamentos, se não pensar antes de agir, vai continuar contribuindo com a intolerância. Você. E mais ninguém.

Estas pequenas práticas te ensinam a se tornar alguém mais tolerante com o tropeço alheio, e assim, mais tolerante consigo nos seus próprios erros.
Já disse que não é fácil, mas como é popularmente dito que "a prática leva à perfeição", que tal começar?
Conheço grandes pessoas que se tornaram grandes através de pequenos gestos, e procuro aprender com elas o desapego ao orgulho desnecessário pra, quem sabe, também ser grande um dia.

Posso dizer que Eu perdoei o Obina, e você, falta perdoar alguém?


Daniela Castilho

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sejamos diferentes

A TV está desligada. Não, não é culpa do apagão.
É simplesmente parte da rotina. Chegar em casa depois de um dia de trabalho cansativo me traz a vontade de desabafar. Sorte que tenho pessoas dispostas a ouvir.
Essa minha necessidade latente de processar o aprendizado diário discutindo, conversando e ouvindo, faz com que as pessoas do meu convívio diário sejam grandes fontes de inspiração. E o ambente é propício para novas descobertas.
Enquanto a TV permanece desligada, procuro algo que me faça compreender sua essência no desenrolar das palavras sendo escritas e que seja capaz de se transformar num poduto final cheio de sentido.
E, como é de praxe, conversamos. Entre tantas coisas, lembramos da situação política do país - comentamos sobre conceituados colunistas em plena campanha pró-PSDB - e do cenário mundial; falamos sobre a juventude, seus hábitos e sobre o que acreditmos que seria ideal para uma sociedade futura mais saudável.
São muitos assuntos, e diante de opiniões tão variadas, aprendemos a respeitar os diferentes pontos de vista. Até fui duramente criticada em virtude de meus últimos textos, tive que defender minha criação com unhas e dentes, mesmo aceitando o fato que, em alguns momentos, estivesse confundindo ao invés de esclarecer.
Esta imersão em reflexões diárias culminam com a participação em inúmeras discussões onde começo com uma opinião e termino considerando outras hipóteses, o que me leva a ver o quanto tenho a aprender e quantas coisas devo considerar antes de emitir um comentário. Acompanhar o crescimento, os relatos e as vivências de cada um inserido neste contexto, também faz ver que compartilhar as experiências pode, de alguma forma, prover alguém com informações que pudessem estar lhe faltando.
Que me perdoem as pessoas as quais expus neste escrito, mas esta é minha melhor forma de agradecê-los pelos constantes desafios que impõem à minha mente. É minha maneira de dizer que me orgulho de ser eventualmente contrariada e que tudo isso tem me feito crescer, como pessoa e como intelecto. Agradeço pela oportunidade de compartilhar minhas idéias.
Minha TV continua desligada, mas agora que terminei, pretendo assistir um pouquinho.

Daniela Castilho

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Isso sim é o fim

Não, não, não. Não é  apagão geral que atingiu o Brasil na última terça-feira, ou a iminente estréia do filme de conceito apocalíptico 2012, e nem a queda de três vigas de um trecho da obra do rodoanel em São Paulo que me fazem questionar se chegamos ao fim dos tempos. Nada disso.

O que atingiu em cheio ao bom senso foi constatar a propaganda eleitoral pró-governo em meio as linhas da prova do Enade, prova esta que deveria ter como função principal avaliar o nível dos alunos de cursos superiores do Brasil, sem qualquer tipo de parcialidade.
Digo "deveria" porque o intuito era pra ser esse. Mas não foi.

Na última prova aplicada aos estudantes universitários é possível observar o desrespeito à democracia promovido por um governo que, cada vez mais, pisa na bola. Algumas questões apresentadas não desafiam ou sequer buscam medir os conhecimentos adquiridos, mas sim levá-los a pensar - e responder - conforme os devaneios de autoridades nada democráticas.
Dentre os muitos absurdos, em uma das questões, justifica-se a declaração de Lula sobre a crise mundial tratar-se apenas de uma "marolinha" como pertinente, e o motivo de ter sido alvo de ferrenhas críticas foi preconceito por parte da mídia. E foi neste caminho que as outras questões seguiram, sem qualquer propósito que não fosse publicidade e propaganda gratuita ao governo e aversão ao livre pensamento, representado pela mídia.

Já não bastasse a forma populista de governar, Lula e seus "companheiros" nos ofereceram mais um episódio passível de indignação e repulsa. São tantos erros, apoios indevidos, investigações inconclusas e tanta exploração da imagem política de massa, que cheguei ao ponto extremo, quero mudança!
Essa mudança que proponho é uma linha de governo diferente, abolindo o continuísmo e dando a oportunidade de que novas tentativas sejam feitas para encontrarmos políticos mais preparados e menos corruptos.

Importante mesmo é enviar a mensagem que não ficaremos de mãos atadas diante de tantas afrontas à nossa suada democracia.

Daniela Castilho

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O fim do mundo é relativo

Nada me deixou mais intrigada neste final de semana do que uma reportagem que li sobre o suposto fim do mundo em 2012.
Os dados são interessantíssimos, mas, como todas as hipóteses, ainda é preciso comprovação. E sendo assim, há  duas vertentes para seguirmos neste caso, o que quer dizer que podemos acreditar e nos juntar aos que afirmam com veemência a chegada do apocalipse, ou podemos nos juntar aos "discípulos de São Tomé", esperando "ver para crer", e isto, neste caso, nem chegaria a tanto.
Posso dizer que pertenço a segunda linha de pensamento.

Não é somente pelo fato de tratarem-se de suposições, que em alguns momentos desafiam o bom senso - como é o caso da tese do ressurgimento de outro planeta, até então inexistente - mas principalmente pelo fracasso de todas as previsões até aqui.
Naturalmente, encontrei meu desafio escondido nas entrelinhas deste episódio.

Passei a procurar os motivos que nos levariam a crer no fim do mundo, que forças seriam estas que nos atraem a prever nosso fim das maneiras mais bizarras possíveis?
Em minha visão nada tecnica, acredito que a certeza de que cada um de nós terá um fim, aliado a falta de noção do quando e como isso irá acontecer, nos deixa querendo assumir o controle de uma das poucas coisas que ainda não temos idéia de como controlar.
Esse desejo de possuir as "rédeas" do seu próprio destino, pode fazer o homem entrar em devaneios e buscar prever todas as possibilidades do fima da espécie, mostrando que se não somos donos do nosso destino, pelo menos podemos divagar sobre ele e procurar descobrir o que nos espera.
Nada impede de tentarmos entender os mistérios que cercam nossa existência. Eu, inclusive, sou adepta desta busca por respostas que normalmente trazem cada vez mais perguntas do que as soluções propriamente ditas, mas é uma forma de manter o cérebro funcionado como quero, e não como "querem".

Fato é que o desconhecido nos amedronta, mas não pode nos diminuir. A incerteza traz consigo o medo, mas ele é preciso para que possamos superar nossos limites. Quanto maiores forem as barreiras do conhecimento, mais satisfação teremos ao transpô-las e ao encontrarmos as respostas.
Crer num caminho certo para seu destino não deve te acovardar em tentar mudá-lo. Acreditar não significa deixar de lutar, nem aceitar significa se acomodar. As respostas são muitas, e as perguntas mais ainda. Descobrí-las é um prazer imenso a nossa inteligência, basta que não deixemos de duvidar.

É saudável ter medo do desconhecido e procurar de maneiras incontáveis a melhor forma de explicar o inexplicável, porque afinal, "se você não sente medo, é porque não está suficientemente atento", e o fim do mundo pode mesmo estar logo ali.


Daniela Castilho

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Acomodar-se?

A falta de inspiração que me levou a não produzir um texto sequer na semana que se passou foi compensada pelo turbilhão de informações que recebi nestes dias, capazes de fazer o cérebro dar um nó. Quase que literalmente.
Foram muitas descobertas, textos riquíssimos em conhecimento que vão desde cérebros privilegiados até governantes interesseiros capazes de sacrificar o bem-comum para se perpetuar no poder.

Diante de tantos estudos e fatos, a vontade de escrever foi novamente aguçada e a inspiração voltou. Mas foi em um singelo texto de Lia Luft - colunista da Veja - que encontrei minha "cereja literária"(uma analogia à idéia da "cereja do bolo", o toque final).
Com o título de "A gente decide", Lia alerta para a busca constante de informação para que possamos exercer nosso direito de decisão e escolha. Diz que quando não há conexão entre nossas escolhas e as informações sobre os acontecimentos, deixamos de decidir com consciência, e largamos mão também da coerência, acreditando que a decisão não é nossa e que o destino pertence a Deus, nos abstendo de qualquer ação que possa gerar uma mudança. Concordo com ela.
Comprovada ou não a existência de Deus (discussão para outro texto, hoje as linhas já estão comprometidas), gosto de pensar que tenho o mínimo controle sobre minhas atitudes, meus pensamentos, liberdade para buscar conhecimento e, sendo assim, sobre as decisões que tomo. Não que Deus não possa fazer parte do processo, mas a atitude depende de nós. O futuro não cai do céu.

Se optarmos pela ignorância, estaremos deixando de escolher o que poderia fazer toda a diferença, como seres capazes de ir além do que nossos limites nos revelam.
A sede pelo autoconhecimento e autoaperfeiçoamento deve ser uma constante. Como é possível atingir o melhor que você pode ser sem saber como chegar lá? E se for guiado por outros em seu próprio caminho? Não dá pra chegar até a felicidade sem que haja uma busca, e não há busca sem decidir "ir buscar".

O título do texto é uma pergunta mesmo, porque até pra se acomodar a gente tem que decidir. Não dá pra fugir. Escolher é preciso. E escolher bem exige informação. Informe-se.

E depois de tudo isso só posso dizer que há um outro mundo fora da zona de conforto, que mesmo não sendo tão belo e sem defeitos, vale a pena conhecer.


Daniela Castilho

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Capacidade de Liderar

Há uma diversidade de assuntos para falar devido ao final de semana agitado. Poderia comentar sobre a vitória do Palmeiras e a indiscutível liderança no campeonato nacional (quem sabe um dia irei revelar minhas "habilidades" como cronista esportiva), ou também falar sobre nossa vitória como brasileiros na disputa por sediar os jogos olímpicos de 2016. Mas convenhamos, futuramente teremos muitas oportunidades para explorar estes assuntos, que no momento, encontram-se ligeiramente saturados.

Resolvi me aventurar no processamento de idéias sobre liderança. Li, há pouco, o famosíssimo "A arte da Guerra" - a quase bíblia dos líderes comtemporâneos - onde é dito, de variadas maneiras, que um líder é quem sabe o caminho a tomar, é aquele que tem a resposta e consegue fazer acontecer. Concordo. Em partes.
Tenho uma visão um pouco mais humanista do líder. Acredito que seja alguém que sabe conduzir o grupo a tomar a melhor decisão. Ele não precisa ser o dono da verdade ou saber tudo,  afinal é para isso que servem os especialistas. O fundmental é se cercar das pessoas mais capazes de cada área e fazer com que a equipe entenda seu impacto no resultado final.
Veja bem, é claro que o líder precisa conhecer o processo, mas de maneira geral e como um todo, confiando aos seus especialistas o aprofundamento em cada segmento. Saber delegar também é uma qualidade do sábio líder.

Li também que é preciso ser autêntico, confiar em sua capacidade e saber demonstrar sua honestidade de caráter. A autenticidade chama a atenção de uma equipe, que se sente mais segura quando há transparência.
Capacidade de antecipar tendências, estar no convívio de pessoas que possam acrescentar conceitos e conseguir extrair lições de seus tropeços também completam o perfil, o que me deixa cada vez mais convencida de que muitas das qualidades necessárias à essa figura denominada líder são inerentes ao desenvolvimento da personalidade, pois ousadia, autenticidade, humildade, e confiança são características de um ser distinto.

Embora haja inúmeras outras qualidades que são procuradas no perfil de liderança, listá-las e comentá-las me obrigariam a escrever um livro. Só que ainda não cheguei neste nível.

Daniela Castilho

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Segredo de ser EU

Não farei nenhum revelação bombástica. Na verdade apenas transcrevi o título da revista Superinteressante deste mês, cuja matéria de capa traz os segredos de sermos quem somos e ainda, o porquê.

É possível começar falando de nossos pais. Eles mesmos. Estes seres que não escolhemos, apenas assumimos como parentes devido Discutível porque as conhecidíssimas teorias freudianas estão longe de ser uma unanimidade, e além disso estudos (alguns) comprovam que nossa personalidade é influenciada pelos amigos que fazemos - a velha história do " Diga-me com quem andas..."- já que temos a necessidade de viver em grupo - nenhum homem é uma ilha - e conseguimos identificar esta característica somente nos nossos iguais, ou seja, os amigos envolvidos em nosso convívio social.

Descobriu-se também que as mães que mentem (Sim! Elas mentem!) dizendo que não possuem um filho preferido, geralmente estão mais propensas a gostar mais do filho caçula (87% dos casos). Mas pelo menos descobriram também que isto não influenciará de forma significativa na construção da personalidade. Ainda bem. Minha mãe faz parte dos 13% restantes e eu sou a caçula...

Outro ponto muito importante para minha descoberta foi saber que a personalidade pode ser moldada até os 30 anos de idade... E se depois disso pode esquecer as mudanças, quer dizer, vai ser mais difícil ir contra sua "natureza". Esta afirmação é baseada no fato de que ao atingirmos a idade madura e termos feito a grande parte das descobertas que poderíamos, nós já formamos nossa vivência e portanto nossa personalidade.

E já que estamos falando de nós, é bom passar rapidamente por onde tudo isso começou. Se você disse que a culpa é de nossos ancestrais, acertou. Até hoje nossa necessidade de conviver em grupo nunca foi satisfeita, e começou com os primatas, aqueles seres que se juntaram pra se beneficiarem um dos outros e lutarem contra os animais mais fortes. Puro interesse. Até hoje é assim, os mais diversos interesses nos fazem buscar pessoas para nosso convívio, mas podemos classificar de uma forma mais ortodoxa: Sobrevivência.

Se somos produto de nosso meio social e estamos em plena formação de personalidade, devemos escolher bem quem desejamos que faça parte de nossa história sendo escrita.  Por isso é tão comum ouvirmos que fulano é "má influência".. Ele realmente pode ser.

Outro estudo diz que um homem sem amigos não vive feliz, e pode desenvolver tendências suicidas. Então podemos concluir que apesar de serem um risco para nossa personalidade, precisamos das pessoas para viver bem. Fazer o quê?

Ah, e não adianta culpar sua mãe pela bagunça que você é. A culpa é toda sua... E dos seus amigos.


Daniela Castilho


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Primeiro Ensaio

Poisé, pra escrever da forma que quero e atingir o objetivo pré-determinado, preciso de um ensaio, uma prévia de como pretendo me comunicar daqui em diante.
A princípio, a intenção é escrever boletins semanais informativos e interpretativos. Nas folgas destes boletins, abre-se espaço para divulgação de assuntos, digamos, menos convencionais.
Fato é que não faltarão assuntos.


Falar sobre as interessantíssimas decisões que vemos os membros de nosso governo tomar, eliminar cargos do funcionalismo público para conter os gastos é bem-visto, mas não há quem não fique com um pé atrás questionando, onde está a pegadinha? E é claro que não saímos desapontados, pois a pegadinha aparece. Os cargos eliminados eram cargos fantamas e portanto não tinham funcionários. Só nos resta acreditar que sairá uma reforma administrativa, que em tempos de eleição, mais soa como pegadinha mesmo...


Então vamos falar como estamos tendo avanços no basquete, as seleções brasileiras masculina (já classificada para o Mundial da Turquia) e feminina (quase classificada para o Mundial, faltam apenas dois jogos), estão fazendo um ótimo papel de recuperação. Vão acabar servindo de exemplo pro atletismo, que em plena candidatura do Brasil para receber as Olimpíadas em 2016, aparece em todas as manchetes com sucessivos escândalos de doping. Totalmente desnecessário, para o momento, e para a história do esporte.


Ok, vamos procurar um cenário positivo na grande expectativa que o país vive em relação às reservas do Pré-sal. Serão inúmeros empregos, investimentos e perspectiva positiva de desenvolvimento acima da média para o país. Porém - sempre há um porém - caso as decisões tomadas referente à exploração e o rumo das divisas geradas não sejam acertadas, corremos o risco de permanecer como um país em que a riqueza dos muitos fica nas mãos dos poucos e espertinhos.


Bom, por enquanto que é isso, o suficiente para o primeiro ensaio. Semana que vem tem mais.


Daniela Castilho

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Welcome!

Sim!! Sejam bem-vindos!!

Eis que surge mais um blog. Na verdade, este não tem a intenção de ser mais um. Tenho ambições maiores. Quero apresentar uma nova forma de interação em temas atuais sejam compreendidos, e discutidos, por todos nós.

Dedico este blog à algo que sinto um imenso prazer em fazer, que é escrever. Não escrever por escrever e aliviar meu pensamentos das coisas banais, que seria válido, mas não iria de encontro às minhas necessidades.
Tenho como objetivo principal compartilhar minhas descorbertas, meus pensamentos, e colocar publicamente o processamento de minhas idéias, sejam elas loucas ou parcialmente coerentes, visando também informar e produzir textos que tenham finalidade.

Faço isso por que tenho imensa paixão pelas idéias, pelo conhecimento e pela informação, e sendo assim, gostaria de contribuir da melhor forma possível com aqueles que me derem algum crédito. E melhor ainda, sintam-se livres para discordar ou comentar qualquer postagem, afinal isto é uma democracia.

Lembrem-se, suas idéias serão sempre bem-vindas.

Obrigada pela visita!

Daniela Castilho