segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Acomodar-se?

A falta de inspiração que me levou a não produzir um texto sequer na semana que se passou foi compensada pelo turbilhão de informações que recebi nestes dias, capazes de fazer o cérebro dar um nó. Quase que literalmente.
Foram muitas descobertas, textos riquíssimos em conhecimento que vão desde cérebros privilegiados até governantes interesseiros capazes de sacrificar o bem-comum para se perpetuar no poder.

Diante de tantos estudos e fatos, a vontade de escrever foi novamente aguçada e a inspiração voltou. Mas foi em um singelo texto de Lia Luft - colunista da Veja - que encontrei minha "cereja literária"(uma analogia à idéia da "cereja do bolo", o toque final).
Com o título de "A gente decide", Lia alerta para a busca constante de informação para que possamos exercer nosso direito de decisão e escolha. Diz que quando não há conexão entre nossas escolhas e as informações sobre os acontecimentos, deixamos de decidir com consciência, e largamos mão também da coerência, acreditando que a decisão não é nossa e que o destino pertence a Deus, nos abstendo de qualquer ação que possa gerar uma mudança. Concordo com ela.
Comprovada ou não a existência de Deus (discussão para outro texto, hoje as linhas já estão comprometidas), gosto de pensar que tenho o mínimo controle sobre minhas atitudes, meus pensamentos, liberdade para buscar conhecimento e, sendo assim, sobre as decisões que tomo. Não que Deus não possa fazer parte do processo, mas a atitude depende de nós. O futuro não cai do céu.

Se optarmos pela ignorância, estaremos deixando de escolher o que poderia fazer toda a diferença, como seres capazes de ir além do que nossos limites nos revelam.
A sede pelo autoconhecimento e autoaperfeiçoamento deve ser uma constante. Como é possível atingir o melhor que você pode ser sem saber como chegar lá? E se for guiado por outros em seu próprio caminho? Não dá pra chegar até a felicidade sem que haja uma busca, e não há busca sem decidir "ir buscar".

O título do texto é uma pergunta mesmo, porque até pra se acomodar a gente tem que decidir. Não dá pra fugir. Escolher é preciso. E escolher bem exige informação. Informe-se.

E depois de tudo isso só posso dizer que há um outro mundo fora da zona de conforto, que mesmo não sendo tão belo e sem defeitos, vale a pena conhecer.


Daniela Castilho

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Capacidade de Liderar

Há uma diversidade de assuntos para falar devido ao final de semana agitado. Poderia comentar sobre a vitória do Palmeiras e a indiscutível liderança no campeonato nacional (quem sabe um dia irei revelar minhas "habilidades" como cronista esportiva), ou também falar sobre nossa vitória como brasileiros na disputa por sediar os jogos olímpicos de 2016. Mas convenhamos, futuramente teremos muitas oportunidades para explorar estes assuntos, que no momento, encontram-se ligeiramente saturados.

Resolvi me aventurar no processamento de idéias sobre liderança. Li, há pouco, o famosíssimo "A arte da Guerra" - a quase bíblia dos líderes comtemporâneos - onde é dito, de variadas maneiras, que um líder é quem sabe o caminho a tomar, é aquele que tem a resposta e consegue fazer acontecer. Concordo. Em partes.
Tenho uma visão um pouco mais humanista do líder. Acredito que seja alguém que sabe conduzir o grupo a tomar a melhor decisão. Ele não precisa ser o dono da verdade ou saber tudo,  afinal é para isso que servem os especialistas. O fundmental é se cercar das pessoas mais capazes de cada área e fazer com que a equipe entenda seu impacto no resultado final.
Veja bem, é claro que o líder precisa conhecer o processo, mas de maneira geral e como um todo, confiando aos seus especialistas o aprofundamento em cada segmento. Saber delegar também é uma qualidade do sábio líder.

Li também que é preciso ser autêntico, confiar em sua capacidade e saber demonstrar sua honestidade de caráter. A autenticidade chama a atenção de uma equipe, que se sente mais segura quando há transparência.
Capacidade de antecipar tendências, estar no convívio de pessoas que possam acrescentar conceitos e conseguir extrair lições de seus tropeços também completam o perfil, o que me deixa cada vez mais convencida de que muitas das qualidades necessárias à essa figura denominada líder são inerentes ao desenvolvimento da personalidade, pois ousadia, autenticidade, humildade, e confiança são características de um ser distinto.

Embora haja inúmeras outras qualidades que são procuradas no perfil de liderança, listá-las e comentá-las me obrigariam a escrever um livro. Só que ainda não cheguei neste nível.

Daniela Castilho

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Segredo de ser EU

Não farei nenhum revelação bombástica. Na verdade apenas transcrevi o título da revista Superinteressante deste mês, cuja matéria de capa traz os segredos de sermos quem somos e ainda, o porquê.

É possível começar falando de nossos pais. Eles mesmos. Estes seres que não escolhemos, apenas assumimos como parentes devido Discutível porque as conhecidíssimas teorias freudianas estão longe de ser uma unanimidade, e além disso estudos (alguns) comprovam que nossa personalidade é influenciada pelos amigos que fazemos - a velha história do " Diga-me com quem andas..."- já que temos a necessidade de viver em grupo - nenhum homem é uma ilha - e conseguimos identificar esta característica somente nos nossos iguais, ou seja, os amigos envolvidos em nosso convívio social.

Descobriu-se também que as mães que mentem (Sim! Elas mentem!) dizendo que não possuem um filho preferido, geralmente estão mais propensas a gostar mais do filho caçula (87% dos casos). Mas pelo menos descobriram também que isto não influenciará de forma significativa na construção da personalidade. Ainda bem. Minha mãe faz parte dos 13% restantes e eu sou a caçula...

Outro ponto muito importante para minha descoberta foi saber que a personalidade pode ser moldada até os 30 anos de idade... E se depois disso pode esquecer as mudanças, quer dizer, vai ser mais difícil ir contra sua "natureza". Esta afirmação é baseada no fato de que ao atingirmos a idade madura e termos feito a grande parte das descobertas que poderíamos, nós já formamos nossa vivência e portanto nossa personalidade.

E já que estamos falando de nós, é bom passar rapidamente por onde tudo isso começou. Se você disse que a culpa é de nossos ancestrais, acertou. Até hoje nossa necessidade de conviver em grupo nunca foi satisfeita, e começou com os primatas, aqueles seres que se juntaram pra se beneficiarem um dos outros e lutarem contra os animais mais fortes. Puro interesse. Até hoje é assim, os mais diversos interesses nos fazem buscar pessoas para nosso convívio, mas podemos classificar de uma forma mais ortodoxa: Sobrevivência.

Se somos produto de nosso meio social e estamos em plena formação de personalidade, devemos escolher bem quem desejamos que faça parte de nossa história sendo escrita.  Por isso é tão comum ouvirmos que fulano é "má influência".. Ele realmente pode ser.

Outro estudo diz que um homem sem amigos não vive feliz, e pode desenvolver tendências suicidas. Então podemos concluir que apesar de serem um risco para nossa personalidade, precisamos das pessoas para viver bem. Fazer o quê?

Ah, e não adianta culpar sua mãe pela bagunça que você é. A culpa é toda sua... E dos seus amigos.


Daniela Castilho