Em muitos momentos nos deparamos com a vontade latente de resolver situações que poderiam esperar. E, em algumas vezes, seriam melhor solucionadas caso fosse dado um pouco mais de atenção ao invés de querer livrar-se de vez do problema.
É este o tema de uma reportagem da revista Você S.A. deste mês, que traz em suas páginas os malefícios causados pelo “culto à urgência”, exageradamente disseminado nos dias atuais.
Na matéria dizem que a falta de planejamento é a base da urgência involuntária. Esclarecem que “a pressa está comprometendo o futuro das empresas e dos profissionais, uma vez que elas não conseguem implantar suas estratégias e eles só sabem trabalhar na urgência”, o que é prejudicial para ambos.
A dificuldade em planejar um cronograma ou fluxograma para ordenar as atividades oferece como saída única a execução de tarefas em caráter imediato, dando origem a uma pressa que poderia ser evitada. É claro que algumas situações exigem resolução imediata, mas é importante não fazer disso uma constante.
Se, como é dito por especialistas, as pessoas que crescem neste tipo de cultura desenvolvem uma capacidade limitada de pensar, o ambiente ideal deve então ser equilibrado, com um planejamento claro, ordenado e também com certas doses de resoluções rápidas para estimular a capacidade de trabalhar e decidir sob pressão.
O imediatismo desnecessário sobrecarrega e confunde o profissional, que poderá ter dificuldades quanto à importância e a prioridade de suas tarefas. Resolver “probleminhas” pode interferir na entrega de um projeto maior e comprometer prazos.
(Sobre imediatismo, sugiro buscar alguma resenha do livro “Matando baratas” de Tony Morgan)
Há muitas formas de evitarmos que as decisões sejam sempre fruto de uma urgência, e uma delas é criar regras, ordem e compromisso para suas atuações.
Não quero com isso dizer que tudo deve seguir conforme as “planilhas de Excel”, mas um mínimo de planejamento sugere segurança na mesma medida, e convenhamos, um pouquinho de segurança não é assim tão ruim.
Daniela Castilho
segunda-feira, 15 de março de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Excesso de informação ou Falta de atenção?
Depois de um blecaute mental (o excesso de informações me pegou de jeito e não conseguia processá-las de uma forma concisa), voltei à minha grande paixão pelas letras e , mais do que isso, volto também a compartilhar o conhecimento adquirido.
Li uma imensidade de textos sobre este tal “excesso de informações” que nos assola em tempos modernos e, no primeiro momento, me preocupei. Se, de fato, pararmos para pensar na quantidade de conhecimentos novos que aparecem a cada momento e na dinâmica destes acontecimentos, é bem provável que o cérebro dê um nó. Isso é normal.
E para quem gosta de ser considerada uma pessoa informada, é imprescindível que se mantenha antenada e absorva pelo menos as novidades nos assuntos de sua preferência. Temos que fazer escolhas sobre o que iremos absorver, uma vez que, ao querer saber tudo, o tudo se perderá e nada será fixado. E ao escolher, é necessário dar a devida atenção para aquilo que é passado.
Acredito que enfrentamos sim um momento extremamente dinâmico e que o excesso de informações nos deixa um pouco mais dispersos, porém nada disso é desculpa para a falta de atenção. São tópicos que não precisam caminhar juntos. É possível ouvir e absorver uma conversa com um colega sem que ele tenha que repetir três vezes a mesma coisa - somente porque você está processando outros assuntos no momento da interação.
Por este motivo, aposto na qualidade da informação. Todo conhecimento é qualitativo quando absorvido. É o treinamento do cérebro para se manter ativo e saudável. As coisas que ouvimos, lemos, vemos, dependem do foco e da importância que damos a elas.
Somos profissionais melhores se desenvolvemos um trabalho com atenção. Somos amigos melhores se ouvimos (não somente escutamos) a quem nos fala. E somos amantes melhores se damos significância aos detalhes.
Querem uma dica? Nunca perguntem como foi o dia de alguém se não desejarem verdadeiramente sabê-lo. As pessoas procuram interação quando dividem seus problemas, e se não estiver disposto, é melhor que não finja.
Vocês entenderam? Ou não estavam prestando atenção?
Daniela Castilho
Li uma imensidade de textos sobre este tal “excesso de informações” que nos assola em tempos modernos e, no primeiro momento, me preocupei. Se, de fato, pararmos para pensar na quantidade de conhecimentos novos que aparecem a cada momento e na dinâmica destes acontecimentos, é bem provável que o cérebro dê um nó. Isso é normal.
E para quem gosta de ser considerada uma pessoa informada, é imprescindível que se mantenha antenada e absorva pelo menos as novidades nos assuntos de sua preferência. Temos que fazer escolhas sobre o que iremos absorver, uma vez que, ao querer saber tudo, o tudo se perderá e nada será fixado. E ao escolher, é necessário dar a devida atenção para aquilo que é passado.
Acredito que enfrentamos sim um momento extremamente dinâmico e que o excesso de informações nos deixa um pouco mais dispersos, porém nada disso é desculpa para a falta de atenção. São tópicos que não precisam caminhar juntos. É possível ouvir e absorver uma conversa com um colega sem que ele tenha que repetir três vezes a mesma coisa - somente porque você está processando outros assuntos no momento da interação.
Por este motivo, aposto na qualidade da informação. Todo conhecimento é qualitativo quando absorvido. É o treinamento do cérebro para se manter ativo e saudável. As coisas que ouvimos, lemos, vemos, dependem do foco e da importância que damos a elas.
Somos profissionais melhores se desenvolvemos um trabalho com atenção. Somos amigos melhores se ouvimos (não somente escutamos) a quem nos fala. E somos amantes melhores se damos significância aos detalhes.
Querem uma dica? Nunca perguntem como foi o dia de alguém se não desejarem verdadeiramente sabê-lo. As pessoas procuram interação quando dividem seus problemas, e se não estiver disposto, é melhor que não finja.
Vocês entenderam? Ou não estavam prestando atenção?
Daniela Castilho
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