terça-feira, 3 de novembro de 2009

O fim do mundo é relativo

Nada me deixou mais intrigada neste final de semana do que uma reportagem que li sobre o suposto fim do mundo em 2012.
Os dados são interessantíssimos, mas, como todas as hipóteses, ainda é preciso comprovação. E sendo assim, há  duas vertentes para seguirmos neste caso, o que quer dizer que podemos acreditar e nos juntar aos que afirmam com veemência a chegada do apocalipse, ou podemos nos juntar aos "discípulos de São Tomé", esperando "ver para crer", e isto, neste caso, nem chegaria a tanto.
Posso dizer que pertenço a segunda linha de pensamento.

Não é somente pelo fato de tratarem-se de suposições, que em alguns momentos desafiam o bom senso - como é o caso da tese do ressurgimento de outro planeta, até então inexistente - mas principalmente pelo fracasso de todas as previsões até aqui.
Naturalmente, encontrei meu desafio escondido nas entrelinhas deste episódio.

Passei a procurar os motivos que nos levariam a crer no fim do mundo, que forças seriam estas que nos atraem a prever nosso fim das maneiras mais bizarras possíveis?
Em minha visão nada tecnica, acredito que a certeza de que cada um de nós terá um fim, aliado a falta de noção do quando e como isso irá acontecer, nos deixa querendo assumir o controle de uma das poucas coisas que ainda não temos idéia de como controlar.
Esse desejo de possuir as "rédeas" do seu próprio destino, pode fazer o homem entrar em devaneios e buscar prever todas as possibilidades do fima da espécie, mostrando que se não somos donos do nosso destino, pelo menos podemos divagar sobre ele e procurar descobrir o que nos espera.
Nada impede de tentarmos entender os mistérios que cercam nossa existência. Eu, inclusive, sou adepta desta busca por respostas que normalmente trazem cada vez mais perguntas do que as soluções propriamente ditas, mas é uma forma de manter o cérebro funcionado como quero, e não como "querem".

Fato é que o desconhecido nos amedronta, mas não pode nos diminuir. A incerteza traz consigo o medo, mas ele é preciso para que possamos superar nossos limites. Quanto maiores forem as barreiras do conhecimento, mais satisfação teremos ao transpô-las e ao encontrarmos as respostas.
Crer num caminho certo para seu destino não deve te acovardar em tentar mudá-lo. Acreditar não significa deixar de lutar, nem aceitar significa se acomodar. As respostas são muitas, e as perguntas mais ainda. Descobrí-las é um prazer imenso a nossa inteligência, basta que não deixemos de duvidar.

É saudável ter medo do desconhecido e procurar de maneiras incontáveis a melhor forma de explicar o inexplicável, porque afinal, "se você não sente medo, é porque não está suficientemente atento", e o fim do mundo pode mesmo estar logo ali.


Daniela Castilho

2 comentários:

  1. está marcado, será dia 21/12/2012

    rsrsrsrs...

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  2. Pode ser, mas mesmo assim estou do lado da dúvida nessa..
    Obrigada pela participação!

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