sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Excesso de informação ou Falta de atenção?

Depois de um blecaute mental (o excesso de informações me pegou de jeito e não conseguia processá-las de uma forma concisa), voltei à minha grande paixão pelas letras e , mais do que isso, volto também a compartilhar o conhecimento adquirido.


Li uma imensidade de textos sobre este tal “excesso de informações” que nos assola em tempos modernos e, no primeiro momento, me preocupei. Se, de fato, pararmos para pensar na quantidade de conhecimentos novos que aparecem a cada momento e na dinâmica destes acontecimentos, é bem provável que o cérebro dê um nó. Isso é normal.

E para quem gosta de ser considerada uma pessoa informada, é imprescindível que se mantenha antenada e absorva pelo menos as novidades nos assuntos de sua preferência. Temos que fazer escolhas sobre o que iremos absorver, uma vez que, ao querer saber tudo, o tudo se perderá e nada será fixado. E ao escolher, é necessário dar a devida atenção para aquilo que é passado.

Acredito que enfrentamos sim um momento extremamente dinâmico e que o excesso de informações nos deixa um pouco mais dispersos, porém nada disso é desculpa para a falta de atenção. São tópicos que não precisam caminhar juntos. É possível ouvir e absorver uma conversa com um colega sem que ele tenha que repetir três vezes a mesma coisa - somente porque você está processando outros assuntos no momento da interação.

Por este motivo, aposto na qualidade da informação. Todo conhecimento é qualitativo quando absorvido. É o treinamento do cérebro para se manter ativo e saudável. As coisas que ouvimos, lemos, vemos, dependem do foco e da importância que damos a elas.

Somos profissionais melhores se desenvolvemos um trabalho com atenção. Somos amigos melhores se ouvimos (não somente escutamos) a quem nos fala. E somos amantes melhores se damos significância aos detalhes.
Querem uma dica? Nunca perguntem como foi o dia de alguém se não desejarem verdadeiramente sabê-lo. As pessoas procuram interação quando dividem seus problemas, e se não estiver disposto, é melhor que não finja.


Vocês entenderam? Ou não estavam prestando atenção?


Daniela Castilho