segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Isso sim é o fim

Não, não, não. Não é  apagão geral que atingiu o Brasil na última terça-feira, ou a iminente estréia do filme de conceito apocalíptico 2012, e nem a queda de três vigas de um trecho da obra do rodoanel em São Paulo que me fazem questionar se chegamos ao fim dos tempos. Nada disso.

O que atingiu em cheio ao bom senso foi constatar a propaganda eleitoral pró-governo em meio as linhas da prova do Enade, prova esta que deveria ter como função principal avaliar o nível dos alunos de cursos superiores do Brasil, sem qualquer tipo de parcialidade.
Digo "deveria" porque o intuito era pra ser esse. Mas não foi.

Na última prova aplicada aos estudantes universitários é possível observar o desrespeito à democracia promovido por um governo que, cada vez mais, pisa na bola. Algumas questões apresentadas não desafiam ou sequer buscam medir os conhecimentos adquiridos, mas sim levá-los a pensar - e responder - conforme os devaneios de autoridades nada democráticas.
Dentre os muitos absurdos, em uma das questões, justifica-se a declaração de Lula sobre a crise mundial tratar-se apenas de uma "marolinha" como pertinente, e o motivo de ter sido alvo de ferrenhas críticas foi preconceito por parte da mídia. E foi neste caminho que as outras questões seguiram, sem qualquer propósito que não fosse publicidade e propaganda gratuita ao governo e aversão ao livre pensamento, representado pela mídia.

Já não bastasse a forma populista de governar, Lula e seus "companheiros" nos ofereceram mais um episódio passível de indignação e repulsa. São tantos erros, apoios indevidos, investigações inconclusas e tanta exploração da imagem política de massa, que cheguei ao ponto extremo, quero mudança!
Essa mudança que proponho é uma linha de governo diferente, abolindo o continuísmo e dando a oportunidade de que novas tentativas sejam feitas para encontrarmos políticos mais preparados e menos corruptos.

Importante mesmo é enviar a mensagem que não ficaremos de mãos atadas diante de tantas afrontas à nossa suada democracia.

Daniela Castilho

Nenhum comentário:

Postar um comentário