Em muitos momentos nos deparamos com a vontade latente de resolver situações que poderiam esperar. E, em algumas vezes, seriam melhor solucionadas caso fosse dado um pouco mais de atenção ao invés de querer livrar-se de vez do problema.
É este o tema de uma reportagem da revista Você S.A. deste mês, que traz em suas páginas os malefícios causados pelo “culto à urgência”, exageradamente disseminado nos dias atuais.
Na matéria dizem que a falta de planejamento é a base da urgência involuntária. Esclarecem que “a pressa está comprometendo o futuro das empresas e dos profissionais, uma vez que elas não conseguem implantar suas estratégias e eles só sabem trabalhar na urgência”, o que é prejudicial para ambos.
A dificuldade em planejar um cronograma ou fluxograma para ordenar as atividades oferece como saída única a execução de tarefas em caráter imediato, dando origem a uma pressa que poderia ser evitada. É claro que algumas situações exigem resolução imediata, mas é importante não fazer disso uma constante.
Se, como é dito por especialistas, as pessoas que crescem neste tipo de cultura desenvolvem uma capacidade limitada de pensar, o ambiente ideal deve então ser equilibrado, com um planejamento claro, ordenado e também com certas doses de resoluções rápidas para estimular a capacidade de trabalhar e decidir sob pressão.
O imediatismo desnecessário sobrecarrega e confunde o profissional, que poderá ter dificuldades quanto à importância e a prioridade de suas tarefas. Resolver “probleminhas” pode interferir na entrega de um projeto maior e comprometer prazos.
(Sobre imediatismo, sugiro buscar alguma resenha do livro “Matando baratas” de Tony Morgan)
Há muitas formas de evitarmos que as decisões sejam sempre fruto de uma urgência, e uma delas é criar regras, ordem e compromisso para suas atuações.
Não quero com isso dizer que tudo deve seguir conforme as “planilhas de Excel”, mas um mínimo de planejamento sugere segurança na mesma medida, e convenhamos, um pouquinho de segurança não é assim tão ruim.
Daniela Castilho