segunda-feira, 15 de março de 2010

Mal da Urgência

Em muitos momentos nos deparamos com a vontade latente de resolver situações que poderiam esperar. E, em algumas vezes, seriam melhor solucionadas caso fosse dado um pouco mais de atenção ao invés de querer livrar-se de vez do problema.


É este o tema de uma reportagem da revista Você S.A. deste mês, que traz em suas páginas os malefícios causados pelo “culto à urgência”, exageradamente disseminado nos dias atuais.

Na matéria dizem que a falta de planejamento é a base da urgência involuntária. Esclarecem que “a pressa está comprometendo o futuro das empresas e dos profissionais, uma vez que elas não conseguem implantar suas estratégias e eles só sabem trabalhar na urgência”, o que é prejudicial para ambos.

A dificuldade em planejar um cronograma ou fluxograma para ordenar as atividades oferece como saída única a execução de tarefas em caráter imediato, dando origem a uma pressa que poderia ser evitada. É claro que algumas situações exigem resolução imediata, mas é importante não fazer disso uma constante.

Se, como é dito por especialistas, as pessoas que crescem neste tipo de cultura desenvolvem uma capacidade limitada de pensar, o ambiente ideal deve então ser equilibrado, com um planejamento claro, ordenado e também com certas doses de resoluções rápidas para estimular a capacidade de trabalhar e decidir sob pressão.

O imediatismo desnecessário sobrecarrega e confunde o profissional, que poderá ter dificuldades quanto à importância e a prioridade de suas tarefas. Resolver “probleminhas” pode interferir na entrega de um projeto maior e comprometer prazos.
(Sobre imediatismo, sugiro buscar alguma resenha do livro “Matando baratas” de Tony Morgan)

Há muitas formas de evitarmos que as decisões sejam sempre fruto de uma urgência, e uma delas é criar regras, ordem e compromisso para suas atuações.

Não quero com isso dizer que tudo deve seguir conforme as “planilhas de Excel”, mas um mínimo de planejamento sugere segurança na mesma medida, e convenhamos, um pouquinho de segurança não é assim tão ruim.

 
Daniela Castilho

3 comentários:

  1. Achei muito bacana essa matéria e atual. Eu trabalhava numa rotina como esta e pode estar certa de que o que está descrito acima é muito coerente.
    Nada flui direito, as informações importantes acabam se perdendo nos detalhes atropelados, que no final das contas faz toda diferença.
    Hoje sofro um pouco para conseguir me educar para sair desse ciclo e planejar e organizar melhor minhas atividades. Como sou ansiosa, meu trabalho é dobrado rsrs mas é gratificante.

    bjs minha linda!!!

    Ah! Fiz um outro blog particular, depois da uma passadinha lá e deixa um post. :D

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  2. Oi Lan!
    Então você é prova viva de que os pesquisadores estão corretos. Concordo, pois já obtive vivência em ambientes diversos e pude comprovar os malefícios da urgência constante e desnecessária. Ainda bem que somos capazes de identificar o erro e trabalhar em nosso aprimoramento.

    bjinhos
    Ps: E com certeza passarei por lá.. ;-)

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  3. Olá Dani... Tem selinho pra você lá no meu blog.
    Qnd tiver um tempinho passa lá pra pegar
    http://fadasmaquiadas.blogspot.com/2010/06/selinho-master-blog.html
    Bjoksss e fique com Deus

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